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Constelações Sistêmicas

Bert Hellinger, criador das Constelações Sistêmicas, é um filósofo alemão que após a 2ª guerra mundial, assumiu a direção de uma escola, por 16 anos, na África, numa tribo de zulus. Bert com sua percepção e como sacerdote constatou que aquele grupo, com todos os problemas do Apartheid, tinha um relacionamento familiar melhor que o dos europeus, porque havia um grande respeito aos ancestrais, e uma ordem na hereditariedade.

Assim, voltando para a Europa e deixando o sacerdócio, iniciou seus estudos com vários tipos de terapia para criar as Ordens do Amor no trabalho das Constelações Familiares.

É uma nova luz que nos permite constatar as identificações e emaranhados, como radiografias em que, mesmo sem julgamentos, verificamos onde as Ordens do Amor não foram respeitadas - sejam por nós ou por nossos ancestrais - nas questões de abuso de poder, exclusões ou em relação ao lugar que ocupamos em nossa família e no mundo, com problemas que nos travam, sobrecarregam, não permitindo que a vida flua.

O trabalho de Hellinger e da Visão Sistêmica é um meio que permite a inclusão, a aceitação mesmo que não haja concordância, porque não podemos mudar a estória, os acontecimentos. O equilíbrio entre o Dar e Receber são as bases para nos soltarmos de certos padrões repetitivos familiares.

A visão sistêmica estuda relacionamentos e vínculos em todo sistema familiar, antepassados e pessoas que de alguma forma pertenceram ao grupo.

A união de todos forma a alma do grupo que determina a maneira de pensar, sentir, agir e se comunicar.

Esses relacionamentos e vínculos, que podem ser conscientes ou não, interferem nos nossos padrões de comportamento, em nossos valores e destinos.

Antes, a família era formada pela união de um homem e uma mulher, que através de um ato de amor concebiam o(a) filho(a). Pela Neurobiologia constatamos que são dois atos de amor, além do casal, o ato de amor das células que se dividem no processo de fecundação. Só que mais pessoas interferem no DNA de um filho, além de seus pais, seus avós, bisavós, os colaterais como, tios e pessoas que de alguma forma marcaram essa “teia”, essa conjuntura familiar.

 

As regras a serem observadas nas Ordens do Amor são:

- Pertencimento

- Ordem e Hierarquia

- Equilíbrio entre o Dar e Receber

 

Como usar essa ferramenta ensinada por Hellinger em relação a escola,  nesse 2º núcleo social, sendo que o 1º é a família?

Antes a Pedagogia seguia uma pauta marcada dentro de um programa biológico que está ligado ao sucesso da vida. Esse programa é modificado pelo contexto social biológico.

Com o olhar sistêmico, vamos além do problema do aluno, pois se existe uma desarmonia entre os pais, a criança fica presa e não tem estímulo e nem foco para aprendizagem.

O aprendizado não vem de fora, ele é interno e se produz graças a coerência entre o que a criança sente e o contexto externo, seu ambiente.

Nada está errado quando a criança mostra um conflito, uma disfuncionalidade aponta que ela está se ocupando de algo pela fidelidade aos pais, aos professores  e até aos terapeutas.

A criança está se ocupando de algo que não lhe corresponde, e tudo isso faz por amor e com o desejo de pertencer. Assim a criança ocupa o lugar de seus pais, deixando de ser o pequeno, sendo grande, ao invés de deixar que os grandes resolvam o que lhes compete.

O professor precisa estar bem com sua família, senão poderá projetar problemas em seus alunos.

É muito importante passar esses princípios desde a direção da escola, aos coordenadores, professores através de oficinas que os levam a um auto conhecimento e a um novo olhar de cada aluno.

Olhar para o que está oculto, como os cães escutam a chegada de seu dono. Essa sensibilidade auditiva  nos ajudam a enxergar com maior amplitude, deixando o julgamento para ver a realidade tal qual ela se mostra.

É um treino, ter um ouvido pensante para podermos orientar, baixando a ansiedade e dissolvendo conflitos entre o aprendizado e os problemas familiares.

Estimular o amor dos professores pela educação, é uma necessidade, reconhecendo sua importância e valor nas aulas e  nas escolas. Para isso temos que ver o aluno com tudo que ele traz: os pais, sua cultura, religião, etc... e coloca-los com amor em nosso coração para que aceitando-os do jeito que são, possamos começar com suavidade o caminho da aprendizagem.

A importância de estar a serviço de algo maior, integrando o que nos precedeu com o que está surgindo, nos dá ânimo e coragem na atuação do futuro com maior consciência, responsabilidade e criatividade, com a certeza de um mundo melhor.

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